Tuvalu é um Estado cuja terra seca é a orla da lagoa. Os atóis são anéis de coral, a capital assenta num deles, e o Pacífico não é o cenário, mas a maior parte da posição.
Funafuti é ao mesmo tempo atol e capital. O governo trabalha em Fongafale, um motu estreito do anel, entre a lagoa e o mar aberto. A sul, do outro lado desse mar, fica Fiji. Não há vizinho terrestre. O território inclui Nanumea, Nanumanga, Niutao, Nui, Vaitupu, Nukufetau, Funafuti, Nukulaelae e Niulakita. São nove ilhas e atóis, dispersos na Polinésia, a sul do equador e perto da linha internacional de mudança de data. Entre eles, a água é o caso normal.
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Tuvalu num relance
Capital
Funafuti
Área
26 km²
Habitantes
9 492
Língua(s) oficial(is)
Tuvaluano, inglês
Moeda
Dólar australiano
Continente
Oceânia
Facto distintivo
Estado atol sem vizinhos terrestres
Só a orla está seca
Tuvalu tem 9 492 habitantes em 26 quilómetros quadrados. Esses dois números são a tese em curto. Um Estado com tão pouco solo seco não pode ter uma capital no interior, nem uma cordilheira, nem um rio que organize um território atrás. Fongafale é uma faixa em que o aeródromo, as casas e os escritórios ficam lado a lado. A lagoa, por dentro, é a água larga; o Pacífico, por fora, a ainda mais larga. A terra é a linha entre as duas.
Os anéis são coral construído sobre uma base vulcânica que não assoma ela própria da água. A água doce é chuva e uma lente fina na areia, não um ribeiro que desça de uma montanha. Cada ilha é, por isso, um mundo pequeno próprio com o mesmo problema: pouco solo, muito sal, uma lagoa como caminho e como despensa. Vaitupu e Nanumea não são bairros de Funafuti. São atóis próprios, unidos pelo mesmo Estado, porque de outro modo ninguém os contaria como um só país.
Um Estado saído das ilhas Ellice
A 1 de outubro de 1978 Tuvalu tornou-se independente do Reino Unido. O nome colonial era ilhas Ellice. Tinham sido separadas das ilhas Gilbert, que se tornaram o Kiribati. A separação é a forma política de uma distinção mais antiga: outra língua, outro mundo insular, polinésio e não o das Gilbert micronésias. O nome novo, Tuvalu, reúne estas ilhas numa reivindicação. As nove ilhas e atóis são desde então o conjunto do território do Estado, e já não um anexo de uma colónia.
Em 2000 Tuvalu entrou nas Nações Unidas. Para um território de 26 quilómetros quadrados essa é a frase decisiva: os anéis não são um protetorado nem um município dentro de um arquipélago maior, mas um membro da sociedade de Estados. A capital continua a ser Fongafale. Não há um interior firme para onde o governo pudesse ser transferido se o anel apertar. Aqui o Estado e a ilha são a mesma morada.
Duas línguas, notas de outro país, água a subir
As línguas oficiais são o tuvaluano e o inglês. O tuvaluano é a língua das ilhas; o inglês, a língua do Estado para fora e da escrita ao lado da própria. Paga-se com o dólar australiano. Tuvalu cunha moedas próprias, que circulam ao lado dessa moeda. Notas de um vizinho maior do Pacífico, moedas com um nome próprio: também isso é a posição de um Estado demasiado pequeno para um banco central próprio e demasiado definido para ser apenas uma moeda sem cunho próprio.
Os anéis ficam baixos. O governo trata a subida do mar como a pergunta de saber se a terra seca continua habitável. Manda registar o país em formato digital, para que o Estado e a herança conservem um lugar se os atóis se tornarem difíceis de habitar. Isso não é um número sobre níveis da água nem uma previsão em centímetros. É a conclusão política da forma das ilhas: se a terra é apenas uma orla, o Estado é a tentativa de manter essa orla como pessoa jurídica.
Aqui o Estado não é maior do que o seu solo por acaso. Insiste em continuar a ser um Estado mesmo quando a terra seca é apenas um anel.
- TerraTally · Redação de países
Tuvalu não se lê como uma edição pequena de um Estado continental. A terra é a orla, a lagoa o meio, e a capital uma ilha nessa orla.