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Santa Lúcia escreve em inglês e fala um crioulo francês

A língua oficial é o inglês, a fala diária um crioulo francês. Castries governa uma ilha vulcânica cuja silhueta é marcada pelos Pitons.

Santa Lúcia é uma ilha vulcânica cujo código fala inglês e cujo mercado fala um crioulo francês. Castries, a capital, fica num porto do noroeste. A silhueta pela qual se reconhece a ilha fica mais a sul: os Pitons sobre a costa em Soufrière.

A ilha passou entre a França e o Reino Unido antes de o domínio britânico durar até à independência em 1979. O inglês tornou-se a língua do Estado. O crioulo, o Kwéyòl, continuou a ser a língua da rua, com um léxico francês e uma gramática própria. Os Pitons, chaminés vulcânicas, são Património Mundial como Pitons Management Area. Explicam o relevo. Não explicam por que o parlamento se senta em inglês e a vida quotidiana soa de outro modo.

Santa Lúcia num relance

Capital

Castries

Área

616 km²

População

180.149

Língua(s) oficial(is)

Inglês

Moeda

Dólar das Caraíbas Orientais

Continente

América

Particularidade

Inglês na lei, crioulo francês na vida quotidiana

Inglês no gabinete, crioulo na rua

Santa Lúcia cobre 616 quilómetros quadrados e tem uma população de 180.149. A capital é Castries. O inglês é a língua oficial. O dólar das Caraíbas Orientais é a moeda, a mesma que se usa em ilhas vizinhas das Caraíbas orientais, emitida através do Banco Central das Caraíbas Orientais. O crioulo não é uma língua oficial. É a língua em que uma grande parte da ilha passa o dia. Se lês só a constituição, lês a decisão colonial pelo inglês. Se ouves o mercado de Castries, ouves a camada francesa mais antiga, transformada e não abolida.

Esta cisão não é folclore para quem visita. É a memória política de uma ilha que mudou de mãos mais de uma vez enquanto as pessoas não mudavam de fala cada vez que a bandeira mudava. O Reino Unido deixou a lei, as escolas e o parlamento. A França continuou a falar dentro do crioulo sem continuar a hastear a bandeira. A independência não inverteu o arranjo. Pôs um Estado próprio sobre um código inglês e uma palavra quotidiana francesa.

A lei diz inglês. O mercado diz que a França, nesta ilha, não é só uma memória.

TerraTally · Redação de países

Castries governa, os Pitons desenham o contorno

Castries fica numa baía profunda do noroeste, o porto da capital e a sede do governo. A cidade foi reconstruída depois de incêndios mais de uma vez. O porto ficou. A sudoeste, junto da localidade de Soufrière, os Pitons erguem-se a partir da costa, Gros Piton e Petit Piton, chaminés vulcânicas sobre o mar das Caraíbas. As fontes de enxofre perto recordam que a ilha não é só verde mas geologicamente jovem. Soufrière aqui é uma localidade. Não é o vulcão de São Vicente que tem o mesmo nome.

O mapa político e a silhueta separam-se, portanto. Se reconheces a ilha pelos Pitons, olhas para sudoeste. Se procuras o Estado, vais de carro a Castries. Entre os dois há uma ilha montanhosa cujas estradas seguem a costa ou têm de cruzar portelas. Não há uma segunda cidade que dispute Castries como capital, nem um planalto alto onde uma capital do interior faria mais sentido. O porto do norte é o Estado. As chaminés do sul são a imagem.

Entre a Martinica e São Vicente

Santa Lúcia não tem fronteira terrestre. A Martinica, francesa, fica a norte, São Vicente a sul. A ilha pertence às ilhas de Barlavento das Pequenas Antilhas, vulcânica como as vizinhas, politicamente própria desde 1979. A proximidade à Martinica explica parte do crioulo, não a lei. A proximidade a São Vicente explica uma moeda partilhada e uma tradição estatal britânica partilhada, não os Pitons e não a capital. Os limites de mar são aqui os únicos limites, e são largos o bastante para que cada ilha governe o seu próprio porto.

O Estado é, portanto, pequeno e mesmo assim não permutável com a ilha ao lado. A mesma moeda, uma silhueta distinta. A mesma língua oficial que em São Vicente, um crioulo que soa com mais força a França. Castries continua a ser o lugar onde essa mistura se faz lei. Os Pitons continuam a ser o lugar onde a ilha deixa de ser qualquer ilha caribenha e toma um perfil vulcânico particular.

Santa Lúcia lê-se quando Castries e os Pitons não se desenham como a mesma coisa. A capital fala inglês na lei. A ilha fala crioulo na vida quotidiana. Entre os dois há um Estado próprio sobre solo vulcânico.