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A França é um hexágono e mesmo assim está em três oceanos

O hexágono descreve só o continente europeu. A república chega, pelos territórios ultramarinos, ao Atlântico, ao Índico e ao Pacífico.

No mapa escolar a França é um hexágono entre o canal da Mancha e o Mediterrâneo. A república que governa esse contorno não acaba ali.

Cinco departamentos ultramarinos ficam fora da Europa: Guadalupe e Martinica nas Caraíbas, a Guiana Francesa na América do Sul, Reunião e Mayotte no oceano Índico. Uma criança que vai à escola em Caiena ou em Saint-Denis vai à escola em França. Vale o euro, vale o direito francês, e vota-se para o mesmo parlamento.

França num relance

Capital

Paris

Área

551 695 km²

Habitantes

68,7 milhões

Língua(s) oficial(is)

Francês

Moeda

Euro

Continente

Europa

Facto distintivo

Terra ultramarina em três oceanos

O hexágono é só uma metade

O continente tem oito vizinhos terrestres, entre eles a Alemanha, e uma área de 551 695 quilómetros quadrados. A esse bloco chama-se hexágono porque as costas e as fronteiras fazem, pouco mais ou menos, seis lados. Para a escola chega. Para o Estado, não.

Os departamentos ultramarinos não são colónias em direito. São unidades territoriais francesas com a mesma cidadania. A Guiana Francesa faz fronteira com o Brasil e o Suriname. Reunião fica a leste de Madagáscar. O hexágono não explica nenhuma das duas.

O hexágono é uma figura de sala de aula. O Estado é maior do que a lição.

- TerraTally · Redação de países

Três oceanos, e o relógio não acompanha

Paris segue a hora da Europa Central. Em Reunião são mais quatro horas; na Polinésia Francesa, muitas horas a menos. Um Estado que está em três oceanos não pode ter uma só hora local. Tem uma decisão política: estes lugares pertencem à república, por isso os relógios deles pertencem ao Estado.

Neste Estado vivem 68,7 milhões de pessoas, a maior parte no hexágono. Os números menores do ultramar não mudam a tese. Só mostram que a França não tira o tamanho da área do continente, mas de uma recusa em fechar o Estado na Europa.

Uma língua que viajou mais longe do que a fronteira

O francês é a língua oficial. No continente, o bretão, o occitano, o alsaciano e outras línguas regionais vivem ao lado dele, línguas que o Estado reprimiu durante muito tempo. No ultramar, as línguas crioulas são a fala do dia a dia. A língua oficial é a partilhada, não a única.

Se contares a França apenas como um hexágono europeu, as pessoas de Caiena tornam-se uma nota de rodapé. Não são. Levam o mesmo passaporte e descontam para o mesmo tesouro. O hexágono continua a ser uma figura útil. Não é o país.

Quem toma o hexágono por completo esquece também as coletividades que não são departamentos: a Nova Caledónia, a Polinésia Francesa, Wallis e Futuna, São Pedro e Miquelão. Têm outros estatutos e continuam a fazer parte da República Francesa. O mapa escolar não tem lugar para elas. O Estado tem.

A França é fácil de desenhar como um hexágono e incompleta assim que desenhas também os oceanos. A república decidiu ser maior do que o seu mapa escolar.