O Paquistão colocou a sede onde a planície encontra as montanhas, não onde o Indo chega ao mar. Islamabad fica sob as colinas de Margalla, junto a Rawalpindi. Carachi, no mar Arábico, foi a sede anterior e manteve-se como porto. Entre as duas corre o rio que sustenta o país.
O Irão fica a sudoeste, o Afeganistão a oeste e a norte, a China onde as altas montanhas fecham o mapa, a Índia a leste. O Indo sai dessas montanhas, atravessa a planície e chega ao mar Arábico num delta. O Jhelum, o Chenab, o Ravi e o Sutlej regam o Punjab. 255,2 milhões de pessoas vivem em 881 912 quilómetros quadrados. O urdu e o inglês são as línguas oficiais, e a rupia paquistanesa é a moeda. Nas altas montanhas do norte a fronteira com a Índia está em disputa. Este texto não a resolve.
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Paquistão num relance
Capital
Islamabad
Superfície
881 912 km²
Habitantes
255,2 milhões
Língua(s) oficial(is)
Urdu e inglês
Moeda
Rupia paquistanesa
Continente
Ásia
Particularidade
Capital planeada nas montanhas, porto no mar
A capital foi fixada na orla
Islamabad é uma cidade traçada, não um porto que se tornou capital. Fica na orla norte da planície, onde se erguem as colinas de Margalla, e Rawalpindi, a cidade de guarnição mais antiga, fica mesmo ao lado. A constituição nomeia Islamabad como capital. O sítio devia tirar o Estado da cidade costeira e pô-lo onde se encontram o Punjab, as estradas para norte e as montanhas. A capital é uma decisão sobre o lugar.
Carachi perdeu a sede e ficou com o mar. A cidade está na costa do Sinde, perto do delta, com o porto pelo qual o país chega ao oceano Índico. Se entras no Paquistão de navio, não entras na capital. Se entras na capital, vês colinas, não a rebentação. O porto ficou no sul. A sede foi colocada perto das montanhas.
O Indo segura a planície
O Indo é a coluna, não a capital. Atravessa o país das montanhas até ao delta. No Punjab, o Jhelum, o Chenab, o Ravi e o Sutlej descem à planície, e Lahore é a grande cidade dessa terra de rios sem ser a sede do Estado. O Sinde é o curso baixo, seco longe da água, denso onde o Indo leva caudal. Sem esta linha a planície seria outro Estado. Com ela, a planície é o interior habitado entre o porto e as montanhas.
Islamabad fica na extremidade superior desta planície habitada, nem no meio nem na foz. Dali o rio é uma direção para sul e as montanhas uma direção para norte. A rupia, emitida pelo State Bank of Pakistan, faz dos dois um só espaço de pagamento. Não devolve a Carachi a condição de capital. O rio explica por que vivem tantas pessoas entre o mar e as montanhas. A capital explica que o Estado mesmo assim colocou a sede na orla montanhosa.
Carachi tem o mar. Islamabad tem a orla onde a planície para.
TerraTally · Redação de países
O oeste, as altas montanhas, uma linha em disputa
A oeste o país não é planície fluvial. O Baluchistão chega ao Irão e ao mar Arábico, com Gwadar como porto dessa costa, longe de Carachi. Khyber Pakhtunkhwa sobe em direção ao Afeganistão. Peshawar fica no acesso ao passo Khyber. Essa é a fronteira montanhosa de um Estado cujo núcleo é o Indo e cuja orla são os passos. A capital não vê esses passos da janela. Fica do lado de onde partem as estradas que vão até eles.
A norte as montanhas tornam-se altas, e aí encontram a China. A mesma direcção leva a linha em disputa com a Índia. O Paquistão administra partes deste país de alta montanha, e a Índia também reclama ali. A frase deste texto não repete a disputa como um veredicto. Conserva-a como um facto do mapa, para que o Indo e Islamabad não finjam que o norte é uma orla já resolvida. O Estado continua a ter de responder pelo seu nome nas montanhas, incluindo a linha que não pode traçar sozinho.
O Paquistão é um Estado fluvial com a sede na orla da montanha e o porto no delta. Islamabad não explica o Indo. Explica que o Estado recusou deixar que Carachi fosse ao mesmo tempo mar e capital. As montanhas do norte, a China incluída e a linha com a Índia por resolver, continuam a ser a outra orla do mesmo mapa.