A Palestina figura neste atlas como uma entrada própria. O território que lhe corresponde não está numa só peça. Administra-se a partir de Ramalá, na Cisjordânia. A Faixa de Gaza fica à parte.
A capital registada é Ramalá. O árabe é a língua oficial. A Autoridade Monetária da Palestina não emite uma nota própria. Em circulação estão o shekel israelita, o dinar jordano e o dólar dos Estados Unidos. 5 483 450 pessoas constam em 6 220 quilómetros quadrados. Estes números vêm dos dados de países do atlas. Não decidem quem detém que autoridade. Descrevem a entrada tal como aqui se guarda: com uma sede, uma língua e sem terra contínua.
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Palestina num relance
Capital
Ramalá
Superfície
6 220 km²
Habitantes
5,5 milhões
Língua(s) oficial(is)
Árabe
Moeda
Shekel, dinar, dólar dos EUA
Continente
Ásia
Particularidade
Sede administrativa em Ramalá
A Cisjordânia e a Faixa de Gaza
A Faixa de Gaza fica entre Israel e o Egito. A Cisjordânia fica entre Israel e a Jordânia. Os dois territórios não têm fronteira comum. Entre eles há território de Israel. Quem vai de Ramalá a Gaza não sai de uma província para entrar na seguinte. O trajeto não é uma estrada interna. Depende da situação política das fronteiras com Israel, o Egito e a Jordânia. A forma da entrada é esta separação, não uma área nacional compacta.
O estatuto dos territórios está em disputa. A violência dos últimos anos não fez das duas peças uma administração contínua. Nos dados de países deste atlas os vizinhos são o Egito, Israel e a Jordânia. O Egito toca a Faixa de Gaza, a Jordânia a Cisjordânia, Israel ambos os lados e o espaço que há entre eles. A Assembleia Geral das Nações Unidas inclui a Palestina como Estado observador. Esse estatuto não traça uma fronteira acordada. Só confirma que a entrada tem um nome na vida internacional, enquanto a terra continua dividida.
Ramalá é a sede
Ramalá fica no centro da Cisjordânia. Aí trabalha a Autoridade Palestiniana. A Lei Fundamental palestiniana nomeia Jerusalém como capital. Este atlas regista Ramalá porque a administração está aí, não porque isso resolva a fórmula da Lei Fundamental. As duas coisas podem dizer-se ao mesmo tempo: a Autoridade tem uma morada, e a fórmula jurídica nomeia outra cidade. A entrada segue a morada.
Aqui não se reescreve Jerusalém como a capital registada, e Ramalá não se reduz a uma mera província. A disputa por Jerusalém é anterior a esta entrada e não é decidida por ela. O que a entrada pode fazer é ser precisa sobre a sede. Se contas a Palestina só a partir de uma fórmula de capital, perdes o lugar onde a administração acontece. Se nomeias só Ramalá e escondes a fórmula, perdes a disputa que se prende a Jerusalém. Um atlas deve as duas frases.
Ramalá é a morada da administração. Não é a mesma coisa que a fórmula de capital da Lei Fundamental.
TerraTally · Redação de países
Dinheiro sem nota própria
A autoridade monetária gere bancos e supervisão e mesmo assim não imprime uma nota própria. O shekel israelita é o dinheiro principal da vida diária. O dinar jordano e o dólar dos Estados Unidos circulam ao lado dele. Não é uma curiosidade da carteira. É a forma monetária de uma entidade que tem orçamento e sistema de pagamentos e paga numa moeda que ela própria não emite. A soberania que um banco central costuma assinalar está aqui entregue a outrem.
O árabe é a língua oficial desta administração. Liga a Cisjordânia e a Faixa de Gaza na fala onde a geografia as separa. A língua não faz o que faria uma fronteira terrestre comum. Torna a entrada legível como uma contraparte política com uma autoridade, uma lei fundamental e nenhuma nota própria. Os 6 220 quilómetros quadrados são a superfície que este atlas dá à entrada. Não são o levantamento acordado de cada reivindicação ligada a este chão.
A Palestina é aqui uma entrada própria, com a sede em Ramalá. A Cisjordânia e a Faixa de Gaza não se tocam. A fórmula de capital e a morada administrativa separam-se, e o dinheiro em circulação não é o seu. Precisão quer dizer deixar que estes factos fiquem uns ao lado dos outros.