Omã não é só um Estado do Golfo. Mascate, a capital, fica numa costa que se abre para o golfo de Omã e, para lá dele, para o oceano Índico, com as montanhas Hajar por trás. Há também um exclave: Musandam, cortado pelos Emirados Árabes Unidos, no estreito de Ormuz. O Estado é a orla oceânica da Arábia e, ao mesmo tempo, um posto no estreito.
Os vizinhos terrestres são os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Iémen. O Irão fica do outro lado da água a partir de Musandam, não do outro lado de uma fronteira terrestre. A sul, em Dhofar, a costa de Salalah encontra o mar da Arábia. Entre estas margens há deserto, incluindo a orla do Rub al-Khali, e o interior à volta de Nizwa, no sopé das montanhas. 5,5 milhões de pessoas vivem em 309 500 quilómetros quadrados. Omã é um sultanato, o árabe é a língua oficial e o rial omanita é a moeda. O mapa tem, portanto, duas faces: o oceano aberto e o estreito apertado.
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Omã num relance
Capital
Mascate
Área
309 500 km²
População
5,5 milhões
Língua(s) oficial(is)
árabe
Moeda
rial omanita
Continente
Ásia
Particularidade
Margem do oceano Índico e um exclave no estreito
Mascate é um porto virado para fora
Mascate agarra-se a uma planície costeira estreita. O Hajar ergue-se logo atrás. A cidade não olha para um canto fechado do Golfo. Olha para o golfo de Omã, que se abre a leste para o mar da Arábia e o oceano Índico. Mutrah, o porto antigo ao lado da capital, pertence a este sítio: um desembarque numa costa de montanha, não uma cidade do deserto com um caminho artificial até à água.
Essa abertura tem uma história que encaixa na geografia. Mascate foi um porto do oceano Índico, com rotas até Zanzibar e à costa da África Oriental, não só uma vista para os vizinhos árabes do Golfo. O Estado que hoje se governa daqui fica, portanto, numa orla que aponta para fora. O sultanato, o árabe e o rial organizam este território. A direção da capital continua a ser o oceano.
Musandam segura o estreito
Musandam não é um subúrbio de Mascate. A província fica na península que segura o lado sul do estreito de Ormuz, e o território dos Emirados fica no meio. Khasab é a cidade deste exclave. Para ires ali a partir da capital atravessas outro Estado, ou vais por mar e por ar. O Irão vê-se perto dali e, mesmo assim, não é um vizinho terrestre. Os vizinhos terrestres de Omã são os Emirados, a Arábia Saudita e o Iémen.
O exclave muda a tese sem mudar a capital. Mascate explica o oceano. Musandam explica que o mesmo Estado se senta também no lugar apertado da rota marítima que liga o Golfo a esse oceano. Um país que estivesse só no oceano Índico seria uma orla. Um país que estivesse só no estreito seria uma vigia. Omã é as duas coisas, e os dois lugares não se tocam no mapa.
Mascate abre-se para o oceano. Musandam fica no estreito. Outro Estado fica no meio.
- TerraTally · Redação de países
Dhofar e o interior não são Mascate
Salalah, na costa sul de Dhofar, fica no mar da Arábia e conhece uma monção de verão que torna verdes as encostas. Mascate não partilha esse verão. A capital continua a ser uma costa de montanha seca no golfo de Omã. Se descreveres Omã só a partir de Mascate, perdes o sul, que pertence ao oceano aberto e é, no clima, outro capítulo. O Iémen começa para lá desse sul. A Arábia Saudita começa por trás do deserto.
Nizwa, no interior, guarda a memória do Estado por trás das montanhas: oásis, rotas através do Hajar, o deserto para o Rub al-Khali. Esse é o Omã que nenhum navio vê. Juntamente com Mascate, Musandam e Dhofar não faz uma só imagem costeira. 5,5 milhões de pessoas em 309 500 quilómetros quadrados repartem-se por porto, exclave, costa da monção e interior. O rial e o árabe mantêm isso unido. A geografia continua em várias partes.
Omã é o Estado que vira a Arábia para o mar aberto e mesmo assim guarda um ponto de apoio no estreito de Ormuz. Mascate governa a partir da orla do oceano. Musandam vigia o passo estreito. Os dois são o mesmo sultanato, e os dois não se tocam.