A Moldávia é o país entre o Prut e o Dniestre, mais uma faixa para além do Dniestre que Chișinău não administra. A capital fica no planalto da Bessarábia, entre os dois rios. A língua do Estado é o romeno. Um texto mais antigo do mesmo artigo constitucional dizia moldavo. O rio, não o dicionário, corta o mapa.
A oeste, para além do Prut, fica a Roménia. A leste e a norte fica a Ucrânia, e o Dniestre atravessa o leste do país antes de se tornar a linha de uma administração separada. A Gagaúzia, a sul, é uma unidade autónoma dentro da ordem constitucional. A margem esquerda do Dniestre é a parte que não o é. Essa diferença é a geografia política. Chișinău governa o meio. Tiraspol é a sede da outra administração.
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Moldávia num relance
Capital
Chișinău
Área
33 846 km²
População
2,4 milhões
Língua(s) oficial(is)
Romeno
Moeda
Leu moldavo
Continente
Europa
Facto distintivo
Margem leste fora da administração de Chișinău
Entre o Prut e o Dniestre
A constituição nomeia Chișinău capital. A cidade fica entre os rios, mais perto da vida ordinária da república do que a margem oriental. O Prut é a fronteira com a Roménia, um rio que marca ao mesmo tempo uma linha de Estado e um parentesco de língua. O romeno fala-se dos dois lados do Prut. A linha de Estado permanece. A Moldávia não é uma província da Roménia. É uma república própria, cuja língua a constituição chama romeno.
Em 33 846 quilómetros quadrados vivem 2 360 527 pessoas. O país não tem costa. Os vizinhos são a Roménia e a Ucrânia. A área é modesta, e a dificuldade não é o tamanho. É que um rio dentro deste mapa modesto leva uma segunda autoridade. O Dniestre não é apenas a orla oriental de um Estado compacto. É a linha em que o mapa e o governo se separam.
A margem leste
Na margem esquerda do Dniestre funciona uma administração separada, com sede em Tiraspol. A lei moldava prevê um estatuto jurídico especial para as localidades desse lado. Esse estatuto não se tornou governo ordinário a partir de Chișinău. Pessoal militar russo continua estacionado ali. A margem leste pertence à república nos mapas e a outra ordem na vida quotidiana. Se nomeares a área da Moldávia sem nomear Tiraspol, descreves um país que a constituição quer, não o país que a estrada a leste do rio encontra de facto.
A Gagaúzia mostra que a autonomia é possível neste Estado sem rasgar o mapa. A constituição estabelece-a como unidade territorial autónoma, a sul, dentro da ordem de Chișinău, com o gagauz como língua da região. A margem esquerda do Dniestre é a exceção que não foi encaixada desse modo. Duas formas especiais, um rio, e só uma delas é governo a partir da capital. A diferença é o núcleo do país, não um capítulo lateral.
O mapa da Moldávia é mais longo do que o país que Chișinău governa.
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A língua do Estado é o romeno
A constituição nomeia o romeno como língua do Estado. Também protege o direito de conservar e usar o russo e outras línguas faladas no país. Um texto mais antigo do artigo dizia moldavo. O tribunal e a lei levaram a redação para a declaração de independência, que falava de romeno. A discussão sobre o nome nunca foi apenas uma discussão entre linguistas. Perguntava se a república é um Estado românico próprio ou uma província dialectal. O texto constitucional responde com o romeno.
Na margem leste, o nome moldavo e o alfabeto cirílico continuam a ser sinais da cisão política. Em Chișinău, a língua do Estado é o romeno em alfabeto latino. O Dniestre não decide a gramática. Decide que frase se aplica. O leu, a moeda do banco nacional, vigora na ordem da capital. Para além do rio vigora outro tesouro, e outra rotulagem da língua. A Moldávia só se descreve por inteiro quando se deixam de pé as duas frases.
A Moldávia é a terra entre o Prut e o Dniestre, e uma margem que a capital não administra. Chișinău é a capital. O romeno é a língua do Estado. O nome mais antigo continua a ser um resto político na margem leste.