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Marrocos é um reino entre o estreito, o Atlas e um sul em disputa

Rabat governa entre o Mediterrâneo, o Atlântico e o Atlas. A sul fica um território cujo estatuto o mapa não fecha.

Para a maioria, Marrocos começa no estreito de Gibraltar. Aí dois mares encontram um reino, governado a partir de Rabat e partido pelo Atlas em costa e interior. A sul, o mapa simples para.

O reino olha o Mediterrâneo e o Atlântico. A norte partilha uma fronteira terrestre com a Espanha, não na Europa, mas em Ceuta e Melilla, em solo africano. Rabat é a capital. Casablanca, no Atlântico, é a grande cidade comercial e não a sede do governo. O Rif, o Atlas e as planícies em direção ao oceano são vidas quotidianas distintas sob uma monarquia. A orla não resolvida fica a sul dessa ordem.

Marrocos num relance

Capital

Rabat

Área

446 550 km²

População

38,4 milhões

Língua(s) oficial(is)

Árabe, tamazight

Moeda

dirham

Continente

África

Facto distintivo

Reino entre o estreito de Gibraltar e o Atlas

O estreito está perto, o Atlas divide

De Tânger vê-se a outra margem. O estreito é a razão de Ceuta e Melilla serem espanholas no continente africano, e de a fronteira norte do reino ser uma linha de cidades, não um deserto longo. Atrás está o Rif, uma serra com a sua própria história de resistência ao centro. A costa atlântica é o outro Marrocos: portos, planícies, Rabat entre Tânger e Casablanca. Se leres o país como um só quadro oriental, escapa-te este eixo do estreito ao oceano.

O Atlas não é um pano de fundo. Separa o reino costeiro dos planaltos e do lado seco que olha para sul e para leste. As estradas atravessam-no, e também a administração, mas a vida quotidiana não é a mesma dos dois lados. Rabat governa ambos. Casablanca negoceia sobretudo com a costa. Fez e Marraquexe guardam ordens urbanas mais antigas que o Estado moderno não substituiu. A monarquia é a forma que carrega estas diferenças sem as transformar numa só planície.

O sul não é uma fronteira acabada

Os dados do país enumeram a Argélia, a Espanha e a Mauritânia como vizinhos. A fronteira com a Argélia é menos uma porta quotidiana do que uma linha política. A Mauritânia toca o reino, em geografia simples, só se se contar o território do sul. É aí que o mapa se torna disputado. A área de 446 550 quilómetros quadrados nos dados TerraTally descreve o reino sem esse território. Se leres o número como o país inteiro, já engoliste a disputa.

O Saara Ocidental está na lista de territórios não autónomos das Nações Unidas. Marrocos administra a maior parte e reclama o conjunto. A Frente Polisário reclama a independência do território. Dizer isso não resolve nenhum desfecho. O que está resolvido é que Rabat governa um Estado cuja orla sul não é o mesmo tipo de consenso que o estreito de Gibraltar. 38 430 770 pessoas são a população associada à área acabada de citar. O número dá o tamanho do reino nos dados. Não decide a disputa do sul.

O reino pode ler-se a partir do estreito. A sul não está acabado na página.

- TerraTally · Mesa de países

Duas línguas oficiais, e o dirham

O árabe e o tamazight são línguas oficiais. O tamazight é o nome constitucional da língua amazigh, que os mapas mais antigos chamavam muitas vezes berbere. Na vida quotidiana, grande parte do país fala darija, árabe marroquino, que não é a língua das leis. O francês está presente nos serviços e nos negócios sem ser oficial. O Estado deu-se duas vozes oficiais e não pôs a terceira falada na mesma prateleira. Esse é o mapa linguístico de um país que sustenta costa, montanhas e a orla do deserto dentro de uma monarquia.

O Bank Al-Maghrib emite o dirham. É a unidade em que porto, mercado e imposto significam o mesmo Estado. A monarquia leva essa unidade não como ornamento por cima das cidades, mas como a instituição que faz de Rabat a capital. Deixa o sul em disputa de pé como pergunta própria, em vez de deixar que o número da área o engula. Se contares Marrocos apenas até ao Atlas, contas a metade legível.

Marrocos é fácil de desenhar a partir do estreito e incompleto a sul. Rabat sustenta mares, montanhas e uma orla não resolvida numa monarquia. O mapa torna-se honesto quando diz onde a área para e a disputa começa.