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O Kuwait é um Estado cuja profundidade mal passa da costa

O Estado habitado fica no Golfo. Por trás da Cidade do Kuwait fica o deserto, e os vizinhos terrestres são o Iraque e a Arábia Saudita.

O Kuwait estende-se como uma cunha sobre o Golfo. O Iraque e a Arábia Saudita partilham a fronteira terrestre, e quase tudo o que o Estado é na vida diária fica na borda habitada junto à água. Por trás da cidade começa o deserto, não um segundo centro.

A capital é a Cidade do Kuwait. Não é uma cidade nalgum ponto do país de onde se sai de carro para as províncias. É o núcleo de que dependem o porto, o governo e a maior parte das pessoas. O país tem área bastante para deserto e pouca profundidade para afastar a capital do mar sem sair do Estado. Procurar o Kuwait é procurar a costa.

Kuwait num relance

Capital

Cidade do Kuwait

Área

17 818 km²

Habitantes

4,9 milhões

Língua(s) oficial(is)

Árabe

Moeda

Dinar kuwaitiano

Continente

Ásia

Particularidade

Uma cunha de deserto cuja capital é a costa

Uma cunha entre dois vizinhos

O Kuwait cobre 17 818 quilómetros quadrados e tem 4 865 298 habitantes. Para essa área é um número grande de pessoas, e não se sentam de modo uniforme no deserto. Sentam-se na baía. O Iraque fica a norte e a oeste, a Arábia Saudita a sul. Não há mais vizinhos terrestres. O Golfo é o lado aberto. Do outro lado da água não há fronteira terrestre, só espaço de mar.

Esta forma tem consequências assim que chega uma crise. Quando as tropas iraquianas entraram em 1990, não havia um interior profundo para onde o governo e a capital se pudessem retirar. O país pequeno foi a frente na sua integridade. Em 1991 o governo kuwaitiano foi restabelecido, sob resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A geografia não tinha crescido. Apenas voltava a estar sob a sua própria autoridade, na mesma profundidade curta entre o deserto e o Golfo.

A capital é o Estado habitado

A Cidade do Kuwait e os lugares da costa são o Estado em que se entra. Os gabinetes, o porto e os bairros residenciais ficam numa faixa que o deserto não substitui. Há instalações e campos de petróleo no interior, mas não formam um segundo centro político. O parlamento, o governo e o cais pertencem à mesma borda urbana. Um acontecimento no porto é, portanto, sempre um acontecimento na capital, porque os dois são o mesmo lugar.

O orçamento depende do petróleo. O Kuwait é membro da OPEP, e a produção é a receita de que o Estado tira os seus serviços. Uma quota não seria aqui a explicação. A tese é outra: um país pequeno sem interior agrícola financia-se com o chão sob o deserto e vive na costa por onde esse petróleo sai do país. O deserto é o armazém. A casa da maior parte dos habitantes é a borda junto à água.

O Kuwait mede-se pela costa em que a cidade está, não pelo deserto que fica atrás.

- TerraTally · Redação de países

Residentes e cidadãos

O número da população conta as pessoas que vivem no país. Uma grande parte delas não tem a cidadania kuwaitiana. As estatísticas oficiais separam os grupos, e a lei da nacionalidade não deixa que essa separação surja por acaso. Quem trabalha no Kuwait não vive, por isso, no Estado no mesmo sentido jurídico que um cidadão. A costa está cheia. A cidadania é mais estreita do que a rua.

O árabe é a língua oficial, como diz a constituição. A moeda é o dinar kuwaitiano do banco central. As duas coisas são sinais de um Estado que, apesar da estreiteza, se dá uma ordem própria: a sua língua no cargo, o seu dinheiro, a sua costa entre dois vizinhos muito maiores. A estreiteza continua a ser o achado. É a razão de capital, porto e fronteira ficarem tão perto que mal se distinguem.

O Kuwait é a cunha sobre o Golfo, não o deserto do mapa sozinho. A Cidade do Kuwait é o Estado habitado, o petróleo sustenta o orçamento, e as pessoas da rua são um conjunto mais largo do que a cidadania.