No mapa, o Japão é um arco ao largo da costa da Ásia. Nenhuma rota terrestre entra. A chegada é por água ou por ar. O país não está isolado mesmo assim. Assenta numa das costuras mais inquietas da Terra.
Quatro ilhas principais levam quase o país inteiro: Honshū, Hokkaidō, Kyūshū e Shikoku. Milhares de ilhas menores vão com elas. Tóquio fica em Honshū, não no meio do arco. O peso político fica onde a planície é mais larga.
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O Japão num relance
Capital
Tóquio
Área
377 930 km²
População
123,4 milhões
Língua(s) oficial(is)
Japonês
Moeda
Iene
Continente
Ásia
Traço distintivo
Sem vizinhos terrestres, uma costura tectónica
Um arco sem fronteira terrestre
123,4 milhões de pessoas vivem em 377 930 quilómetros quadrados. A área soa a país de tamanho médio. O solo utilizável é menor: as montanhas e a floresta levam a maior parte, e o povoamento cola-se às costas e às planícies.
Não ter vizinhos terrestres não significa não ter vizinhos. A Coreia, a China e a Rússia ficam do outro lado de troços curtos de mar. A proximidade é densa no político e no histórico. Simplesmente não se chega a pé.
A costura debaixo do país continua a trabalhar, embora nenhuma estrada saia.
— TerraTally · Mesa de países
A planície decide onde as pessoas vivem
A planície de Kantō à volta de Tóquio, a planície de Kansai à volta de Osaca e Quioto, a planície à volta de Nagoya: é aí que assenta a maior parte da população. O resto do arco é íngreme. Se pensas o Japão como uma cadeia de ilhas povoada de modo uniforme, confundes a silhueta costeira com solo habitável.
Os sismos, os tufões e os vulcões pertencem ao lugar, não ao folclore. O limite de placas é a razão de as casas se construírem de outro modo e de o caminho de ferro parar tão vezes e partir-se tão raro. Isso é trabalho, não destino.
Uma língua que mantém as ilhas juntas
O japonês é a língua oficial. Os dialetos, de Tōhoku a Kyūshū, continuam audíveis. Okinawa guarda as línguas ryukyuanas, que o Estado tratou durante muito tempo como dialetos. Uma cadeia de ilhas precisa de uma língua escrita partilhada. Não apagou as locais.
Hokkaidō, a norte, leva o inverno e o espaço; Okinawa, a sul, outro mar e outra história de pertença. As linhas do Shinkansen cingem-se às planícies de Honshū. Se contas o arco como uma única ilha, deixas cair esses saltos. O Estado segura-os com carris e ferries, não com uma estrada contínua.
O Japão é fácil de lembrar como um arco de ilhas e incompleto se deixas de fora a costura por baixo. Sem fronteira terrestre, muita vizinhança, pouco chão plano.