A Jamaica guarda o inglês na constituição e outra língua na rua. O patois é a língua vernácula da ilha, o inglês a língua da lei e do tribunal. Kingston, a capital, fica na costa sul. A ilha não tem vizinho terrestre.
A constituição da Jamaica é uma lei em inglês, e o parlamento e os tribunais trabalham em inglês. O patois jamaicano, também chamado patwa, é um crioulo com vocabulário inglês e uma gramática própria. É a língua do mercado, da música e da discussão na vida quotidiana, e não a língua em que se promulga uma lei. Kingston fica no sudeste, num porto natural; as Montanhas Azuis erguem-se a leste, por trás. Os números do país dão 10 991 quilómetros quadrados e uma população de 2 837 077 habitantes. O dólar jamaicano do Banco da Jamaica é o dinheiro desta ilha.
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A Jamaica num relance
Capital
Kingston
Área
10 991 km²
População
2,8 milhões
Língua(s) oficial(is)
Inglês
Moeda
Dólar jamaicano
Continente
América
Traço distintivo
Patois na vida quotidiana, inglês no Estado
Inglês na lei, patois na rua
Duas línguas numa ilha não são, aqui, duas línguas oficiais de igual grau. O inglês sustenta a constituição, o parlamento e a sentença. O patois sustenta a frase que as pessoas dizem umas às outras. Se pões só o inglês no resumo, a língua oficial está certa e o país fica incompleto. Se declaras o patois língua oficial, adiantas-te à constituição. A descrição honesta separa os papéis: a língua do Estado e a vernácula não são a mesma coisa, e a diferença delas é precisamente o facto linguístico da Jamaica.
O patois não é inglês estropiado. Tem regras próprias, e tornou-se inteligível para lá da ilha porque a música o levou. Isso não o torna a língua das leis. Na escola e no tribunal, o inglês continua a ser a língua do julgamento. Muita gente move-se entre as duas, conforme o lugar e conforme com quem fala. Esse movimento é a vida quotidiana. Não é uma transição que o Estado já tenha concluído.
A lei fala inglês. A rua fala patois.
— TerraTally · Mesa de países
Kingston fica do lado sul
A capital não fica no meio da ilha nem na costa norte, que recebe o mar aberto. Fica no sudeste, numa baía que a restinga de Palisadoes fecha num porto. Por trás da cidade erguem-se as Montanhas Azuis. O porto explica a capital melhor do que um centro no mapa. Kingston é o lugar onde os navios podem atracar e onde a administração colonial já se sentava. O Estado manteve a sede.
A costa norte é o outro lado da mesma ilha, não um segundo país. No meio fica uma espinha montanhosa. Se descreves só as praias do norte, descreves uma margem. A capital, o porto e a maior parte do trabalho urbano ficam no sul e no sudeste. O dólar jamaicano emite-se, no sentido institucional, em Kingston: o Banco da Jamaica fica nesta capital, não numa praia de banho. O dinheiro e a lei têm a mesma morada.
Uma ilha sem vizinhos terrestres
Os números do país não enumeram vizinhos terrestres. Para uma ilha das Grandes Antilhas, essa é a linha honesta. Cuba fica a norte, do outro lado da água; a Hispaniola, com o Haiti e a República Dominicana, a leste, também do outro lado da água. Não há um limite terrestre que se possa atravessar a pé, nem um Estado vizinho com o qual se partilhe uma serra. O mar é a fronteira. É largo o bastante para a Jamaica ser, no político, uma ilha por si, e perto o bastante para as Caraíbas continuarem a ser o cenário.
Em 10 991 quilómetros quadrados vivem 2 837 077 pessoas, sem um interior continental acrescentado. A densidade é a da própria ilha. O parlamento governa o Estado por si, em inglês como língua oficial e com o seu próprio dólar. O patois impede, mesmo assim, que esta área pequena seja uma província linguística de algum país de língua inglesa maior. A rua fala de modo diferente da lei, e o mar não partilha fronteira terrestre com ninguém.
A Jamaica é uma ilha sem fronteira terrestre e um Estado com dois papéis linguísticos. O inglês vale onde vale a lei. O patois vale onde as pessoas estão entre si. Kingston reúne porto, dólar e parlamento do lado sul.