Israel é estreito na geografia, e a questão da capital não o é. Entre o Mediterrâneo e a fossa do Jordão a distância é curta. Jerusalém figura como capital nos números do país e na lei israelita. Isso não fecha o estatuto da cidade.
A costa mediterrânica é uma margem, a fossa do Jordão com o mar Morto a outra. Entre as duas ficam a planície costeira e as colinas. A sul o Negueve enche a área, a norte as terras altas chegam ao Líbano e à Síria. O mar Morto fica abaixo do nível do mar, com margens em Israel, na Jordânia e no território que este atlas regista como Palestina. Os números do país dão 20 770 quilómetros quadrados e uma população de 10 122 800 habitantes. Ambos são a afirmação deste atlas, não uma decisão sobre linhas contestadas.
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Israel num relance
Capital
Jerusalém
Área
20 770 km²
População
10,1 milhões
Língua(s) oficial(is)
Hebraico; árabe com estatuto especial
Moeda
Novo shekel israelita
Continente
Ásia
Traço distintivo
Jerusalém figura neste atlas como capital
Pouca terra entre o mar e a fossa
Os vizinhos nos números do país são o Egito, a Jordânia, o Líbano, a Palestina e a Síria. O Egito fica do outro lado do Sinai, no limite terrestre do sudoeste, e em frente no golfo de Aqaba. A Jordânia partilha a fossa e o mar Morto. O Líbano e a Síria ficam a norte. A Palestina não é uma nota à margem. É uma entrada à parte neste atlas, e figura na lista de vizinhos. Se desenhas Israel sem deixar essa entrada, desenhas para lá dos dados.
Estreito quer dizer isto: da costa em Telavive às colinas e daí à fossa não há um continente. O Negueve alonga o Estado para sul sem o tornar largo no meio. A capital não fica na costa. Fica nas colinas, na linha de separação das águas entre o Mediterrâneo e a fossa. Essa posição explica por que Jerusalém é, na geografia, o meio do país estreito e, na política, continua a não ser um ponto neutro.
Jerusalém na lei e na disputa
Uma lei básica israelita nomeia Jerusalém capital. Os números do país deste atlas tomam esse nome. A questão política não fica resolvida com isso. Numerosos Estados mantêm a embaixada em Telavive; outros mudaram-na para Jerusalém. As Nações Unidas não trataram a reivindicação sobre a cidade inteira como encerrada. Este texto repete essa situação. Não inventa nenhuma fronteira nem nenhum bairro da cidade que atribua a um lado ou ao outro.
A Palestina continua, por isso, a ser um país próprio neste atlas, não uma nota de rodapé sob Jerusalém. Se lês a linha da capital, lês a lei israelita e a linha dos dados. Se lês a lista de vizinhos, lês que o atlas não faz desaparecer o outro lado. Ter as duas coisas lado a lado é o mapa honesto. Uma capital lisa, sem disputa, seria outra, e não estaria nestas fontes.
A geografia é estreita. A capital não está resolvida.
— TerraTally · Mesa de países
O hebraico no gabinete, o árabe com estatuto especial
A lei básica do Estado-nação faz do hebraico a língua do Estado e dá ao árabe um estatuto especial. Esse estatuto especial não anula sem mais o uso anterior, mas não é o mesmo que uma segunda língua do Estado de igual grau. O resumo diz, por isso, as duas coisas, nessa ordem. O hebraico é a língua da lei, dos gabinetes e das escolas do Estado. O árabe é a língua de uma parte larga dos cidadãos e a língua dos vizinhos, e a lei não a deixa cair.
O novo shekel do Banco de Israel é o dinheiro partilhado desta zona monetária, seja qual for a língua no letreiro da padaria. Também isso não resolve a questão da capital. É a vida quotidiana de um Estado pequeno que leva ao mesmo tempo uma moeda, uma língua de Estado e uma linha de capital disputada. As 10 122 800 pessoas dos números são as pessoas dessa linha, não uma afirmação sobre quem vive de que lado de um limite contestado.
Israel pode desenhar-se como uma faixa estreita entre o mar e a fossa. A capital não se pode desenhar assim. Jerusalém está na lei e no atlas, a disputa está ao lado, e a Palestina continua a ser uma entrada à parte. O mapa honesto tem as três afirmações.