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A Indonésia é a decisão de governar o arquipélago como o país

A língua oficial foi construída para as ilhas poderem formar um Estado. Jacarta fica em Java, e o país chega para lá dela.

A Indonésia construiu para si uma língua porque o arquipélago não era um Estado por si só. O indonésio é a ferramenta dessa decisão, não a língua materna de cada ilha. A capital, Jacarta, fica em Java. O país não se detém aí.

A constituição da república faz do indonésio a língua do Estado. O que se quer dizer é uma forma padronizada do malaio, de propósito não o javanês da ilha mais populosa. Uma língua pode assim sustentar a república sem transformar o grupo maior na norma de todos os outros. Jacarta, na costa norte de Java, é a capital nestes números de país. A superfície é de 1 904 569 quilómetros quadrados e a população de 285 721 236. Entre as ilhas há mares, e a rupia do Bank Indonesia tem curso legal através deles.

A Indonésia num relance

Capital

Jacarta

Superfície

1 904 569 km²

Habitantes

285,7 milhões

Língua(s) oficial(is)

Indonésio

Moeda

Rupia indonésia

Continente

Ásia

Particularidade

Um arquipélago com uma língua oficial partilhada

O indonésio é um projeto do Estado

O juramento da juventude do movimento nacional declarou juntos a pátria, a nação e a língua. A constituição transformou isso no indonésio como língua do Estado. Nas ilhas, o javanês, o sundanês, o madurês, o balinês, o batak, o achém e muitas outras línguas continuam a ser a fala quotidiana. O indonésio é a língua da escola, das notícias e do gabinete, a camada partilhada por cima das línguas maternas. Se o tomas por uma língua vernácula que simplesmente cresceu por todo o mundo insular, confundiste o resultado com a intenção.

Uma república unitária precisa dessa camada. A Indonésia não é uma federação de Estados linguísticos. É um Estado unitário que mantém as ilhas unidas politicamente e deixa a variedade sob uma só língua oficial. A rupia faz no dinheiro o que o indonésio faz na escrita: transforma costas separadas num mercado. As duas coisas foram construídas. As duas são, por isso, o conteúdo real do Estado, não o adorno de uma nação que já lá estava.

Java sustenta a capital, não o país

Jacarta fica numa baía do mar de Java, na ilha que sustenta o peso político da república. Sumatra a oeste, Kalimantan do outro lado do equador, Sulawesi pelo meio, as Pequenas Ilhas da Sonda e as Molucas para leste, a Papua na extremidade: essa é a extensão que uma capital em Java não representa. O Estado atravessa o equador e vai do oceano Índico ao Pacífico. Se desenhas só Jacarta, desenhaste a sede, não o território.

Os números do país nomeiam três vizinhos terrestres: a Malásia, a Papua-Nova Guiné e Timor-Leste. A lista é curta, e por isso é eloquente. A vizinhança aqui não é um anel em redor de uma massa compacta. Está em ilhas que o Estado partilha com outros. Para lá disso há fronteiras marítimas, muitas. O facto político no mapa são essas ilhas partilhadas, não um continente com uma só margem.

O arquipélago foi primeiro um mapa. A língua fez dele um Estado.

- TerraTally · Redação de países

Ilhas partilhadas, uma república

O Bornéu, chamado Kalimantan na Indonésia, partilha-se com a Malásia. A Nova Guiné partilha-se com a Papua-Nova Guiné. Timor partilha-se com Timor-Leste. Três ilhas, três vizinhos diferentes, e nenhuma pertence só à Indonésia. Isso é o contrário de uma nação insular que acaba na praia. A fronteira corre por planaltos, por um rio e pela cicatriz política de uma ilha dividida, não só pela água.

O Estado unitário é a resposta exatamente a esse mapa. Não deixa que uma ilha se torne um Estado próprio só porque o mar a separa. Em troca exige uma língua, uma moeda e uma capital que se dirijam a toda a estrutura a partir de Java. Jacarta continua a ser a sede nestes números. A tese não muda se há gabinetes que também trabalham noutro sítio. Diz que a república é maior do que a sua ilha mais densa e se mantém unida porque se deu os meios para o fazer.

A Indonésia é fácil de confundir com uma ilha grande e uma capital, e fica clara assim que se desenham as ilhas partilhadas. A língua e a rupia não são folclore. São a decisão de fazer um Estado deste arquipélago.