A Eslovénia chega ao Adriático e mesmo assim não põe a capital no mar. Liubliana fica numa bacia interior, junto do Ljubljanica, que corre para o Sava. O porto do país chama-se Koper e fica na costa curta do sudoeste, entre a Itália e a Croácia. Um Estado com mar não tem de ser um Estado com capital portuária. A Eslovénia decidiu outra coisa e continua a ser um Estado marítimo mesmo assim.
Quatro paisagens encontram-se num espaço pequeno: os Alpes Julianos com o Triglav a noroeste, o carso calcário entre a capital e a costa, a planície em direção à Hungria a nordeste, o Adriático numa orla estreita. Os vizinhos são a Áustria, a Croácia, a Hungria e a Itália. Em 20.273 quilómetros quadrados vivem 2.130.986 pessoas. É um país compacto. A compacidade tenta a tratar capital e porto como o mesmo lugar. O mapa não o faz.
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Eslovénia num relance
Capital
Liubliana
Área
20.273 km²
População
2,1 milhões
Língua(s) oficial(is)
Esloveno
Moeda
Euro
Continente
Europa
Particularidade
Costa adriática e uma capital interior
Liubliana não está no cais
A capital fica onde se encontram numa bacia as rotas dos Alpes, da planície e do carso. O Ljubljanica é um rio de cidade, não um caminho de mar. Se vais de Liubliana ao mar, atravessas o carso para sudoeste, descendo até Koper. O Estado deixou a sede política em cima. O comércio marítimo tem o seu lugar em baixo, em Koper.
Koper, Izola e Piran partilham o espaço costeiro estreito. Koper é o porto, as outras são localidades do mesmo Adriático curto. Em nenhum ponto desta orla se senta o governo do Estado inteiro. Essa é a tese, não um defeito a reparar. Um pedaço de mar tão pequeno esmagaria uma capital ou ficaria esmagado por ela. Liubliana, na bacia, pode dirigir-se aos Alpes, ao carso, à planície e à costa ao mesmo tempo, porque não está presa em nenhuma das quatro paisagens como a única cidade dessa paisagem.
A Eslovénia tem mar. A sua capital tem um rio numa bacia e deixa o cais à costa.
TerraTally · Redação de países
O carso aqui é um topónimo
Entre Liubliana e o Adriático fica o Kras, o país calcário cujo nome viajou para outras línguas como carso. A palavra geográfica para a rocha solúvel, as grutas e os vales secos vem deste pedaço da Eslovénia, não de um manual que por acaso encaixe aqui. Se conduzes da capital ao mar, conduzes pela paisagem que deu nome a uma forma de relevo inteira. O carso não é, portanto, um cenário entre dois lugares. É a razão de a capital e o porto não parecerem freguesias vizinhas.
A noroeste os Alpes Julianos sobem até ao Triglav. A nordeste o país aplana-se em direção à Hungria, na região que, como Prekmurje, fica para lá do Mura. O Sava recolhe água deste interior e sai do país em direção à Croácia, muito antes de se tornar, noutro sítio, o assunto da capital de outro Estado. A Eslovénia é o lugar onde estas paisagens continuam juntas. A capital na bacia é o ponto a partir do qual se podem administrar como um só território, sem se sentar no cais.
A Itália é o vizinho junto ao mar
A costa curta acaba a oeste na Itália. Trieste fica para lá dessa fronteira, Koper deste lado. A Itália não é, portanto, um vizinho qualquer entre quatro. É o que partilha o mesmo Adriático e comprime a costa da Eslovénia em poucas localidades. A Áustria a norte é o vizinho alpino, a Hungria a nordeste o vizinho da planície, a Croácia o vizinho longo que continua a costa a sul de Piran. Só uma dessas direções é o cais que Liubliana não ocupa.
O esloveno é a língua oficial. A constituição torna também oficial o italiano nos municípios da minoria italiana da costa, e o húngaro nos municípios da minoria húngara do nordeste. O euro do Banco Central Europeu é a moeda. As línguas seguem assim a tese das paisagens: uma segunda língua oficial na costa, outra no nordeste, e na bacia da capital o esloveno do Estado inteiro.
A Eslovénia é um Estado alpino, um Estado cársico, um pedaço de planície e um pedaço de Adriático, e recusou converter isso numa capital portuária. Liubliana fica na bacia. Koper fica no cais. Entre os dois está a paisagem que deu o seu nome ao carso.