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Abu Dhabi é a capital, Dubai a cidade mercantil

A federação tem a capital em Abu Dhabi. Os recursos minerais ficam em cada emirado.

Os Emirados Árabes Unidos são uma federação cuja capital se chama Abu Dhabi. Dubai é a cidade que se nomeia primeiro. O Estado está construído ao contrário: a capital decide, a cidade mercantil negoceia, e cada emirado guarda o seu próprio solo.

Abu Dhabi fica no golfo Pérsico, Dubai um trecho mais acima pela mesma costa. Os vizinhos terrestres são o Omã e a Arábia Saudita. Fujairah olha o golfo de Omã. Entre eles há deserto, cascalho e uns poucos oásis. O facto político não é o perfil dos arranha-céus. É que vários emirados partilham uma bandeira e não partilham o subsolo. A constituição deixa a riqueza natural no emirado sob cujo solo ela está.

Emirados Árabes Unidos num relance

Capital

Abu Dhabi

Área

83 600 km²

Habitantes

11,5 milhões

Língua(s) oficial(is)

Árabe

Moeda

Dirham dos EAU

Continente

Ásia

Facto distintivo

Os recursos minerais ficam em cada emirado

Abu Dhabi decide, Dubai negoceia

Os emirados têm 11 513 149 habitantes em 83 600 quilómetros quadrados. O número conta a população residente, incluindo muitas pessoas que não são cidadãs emiradenses. Aqui não se declara nenhuma parte. Abu Dhabi é o emirado grande por território e a sede da federação. Dubai é, na fala ordinária, a cidade mercantil e não a capital. Se trocas os dois, trocas uma cidade costeira pelo Estado.

O Conselho Supremo dos governantes elege o presidente da federação. Na prática esse cargo sai de Abu Dhabi. É o hábito da federação desde a fundação, não uma frase que riscaria Dubai da política. Dubai tem portos, uma companhia aérea e um nome que chega mais longe do que o seu território. As decisões sobre o Estado no conjunto continuam na capital. A divisão do trabalho é a forma do país: um emirado põe a sede, outro o mercado.

O subsolo fica nos emirados

A 2 de dezembro de 1971 Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm Al Quwain e Fujairah fundaram a federação. Ras Al Khaimah aderiu a 10 de fevereiro de 1972. Desde então estes emirados são o Estado. Não são distritos de uma capital. Cada um tem o seu governante, e o Conselho Supremo é a assembleia desses governantes. A área de 83 600 quilómetros quadrados é a soma dos seus territórios, não a folha de um Estado unitário que tivesse recortado o mapa de novo.

A constituição dispõe que os recursos naturais e a riqueza de cada emirado são propriedade pública desse emirado. O petróleo e o gás não caem, portanto, num tesouro comum do solo. Pertencem ao emirado sob o qual estão. Os campos de Abu Dhabi são o núcleo fiscal da federação. Mais importante do que qualquer volume é a própria frase: Sharjah, Fujairah e os emirados menores continuam donos do que está com eles. A federação une a política externa com mais firmeza do que une o subsolo.

A federação partilha uma bandeira. Não partilha o subsolo.

- TerraTally · Redação de países

Uma costa que não é lisa

A língua oficial é o árabe. O inglês é a língua de trabalho dos negócios e de uma numerosa população residente estrangeira, não uma segunda língua oficial. Paga-se em dirhams. Está indexado ao dólar dos Estados Unidos. A taxa não cabe neste perfil. A indexação sim: uma federação cujo número de população vai bastante para lá da cidadania atou a sua moeda à moeda do comércio externo e deixou mesmo assim o árabe como língua do Estado.

A costa não é um bloco liso. Madha é um enclave omanita dentro da federação, e Nahwa, um lugar de Sharjah, fica dentro de Madha. A norte o Omã segura a península de Musandam no estreito de Ormuz. A ponta que estreita esse estreito não é, portanto, um emirado. A federação tem o Golfo e o golfo de Omã, e tem o vizinho no meio da sua própria área. Isso também cabe na tese: até a linha exterior está montada com peças dos emirados e com o Omã.

Se nomeias Dubai, nomeias uma cidade mercantil. Se nomeias o Estado, nomeias Abu Dhabi, e uma constituição que deixa o solo sob cada emirado nas mãos desse emirado.