Os Bálcãs não são apenas a península a sul do Danúbio. São primeiro uma cordilheira, e essa cordilheira atravessa a Bulgária. O país leva o nome que o continente usou depois para uma região inteira.
A Bulgária fica no sudeste da Europa. Faz fronteira com a Roménia, a Sérvia, a Macedónia do Norte, a Grécia e a Turquia. A leste está o mar Negro, a norte, num longo troço, o Danúbio. A área é de 110 879 quilómetros quadrados, a população de 6 433 302. A capital é Sófia, no oeste do país. Desde 1 de janeiro de 2026 a moeda é o euro. As montanhas do meio são mais antigas do que essa moeda.
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Bulgária num relance
Capital
Sófia
Área
110 879 km²
Habitantes
6,4 milhões
Língua(s) oficial(is)
Búlgaro
Moeda
Euro
Continente
Europa
Particularidade
Montanhas dos Bálcãs entre o Danúbio e o mar Negro
Stara Planina, os Bálcãs dentro do país
A Stara Planina, as montanhas dos Bálcãs, atravessa a Bulgária de oeste para leste. A norte fica a planície danubiana, a sul as bacias e os vales que se abrem para a Grécia e a Turquia. Sófia fica a oeste, numa bacia, não na cumeada. A cordilheira não é, portanto, uma paisagem na orla. Divide o país num lado norte e num lado sul, e dá à península o nome pelo qual é conhecida na Europa.
Se usas a palavra Bálcãs apenas para o conflito do sudeste, estás a usar uma cordilheira como um estado de espírito. Na Bulgária é terreno. As passagens ligam o lado do Danúbio ao sul, e a capital fica no lado a partir do qual se chega a essas passagens, perto da Sérvia e da Macedónia do Norte. O país não é a península inteira. É o Estado em que o nome continua a ser uma cadeia de montanhas e não apenas uma palavra política.
Danúbio, mar Negro, cinco vizinhos
O Danúbio forma um longo troço da fronteira com a Roménia. Não é a fronteira norte completa, porque fica uma fronteira terrestre no nordeste, mas é a linha dura em que dois Estados partilham um rio. Ruse é a cidade junto a esse rio. A leste abre-se o mar Negro, com Varna e Burgas como portos. A Bulgária não é, portanto, um Estado sem litoral. Tem uma fronteira fluvial e uma costa, e as montanhas entre as duas.
A sul ficam a Grécia e a Turquia, a oeste a Sérvia e a Macedónia do Norte. Cinco vizinhos terrestres, mais o mar. A Turquia é a vizinha que continua na Ásia, a Grécia a vizinha de outra margem do mesmo espaço marítimo. Sófia fica a oeste, de propósito nem no Danúbio nem na praia. A capital de um país entre um rio e um mar não tem de se sentar em nenhum dos dois. Senta-se junto das montanhas que deram o nome ao conjunto.
Aqui os Bálcãs não são uma palavra para a vizinhança. São as montanhas do país.
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Cirílico e euro
A língua oficial é o búlgaro, escrito em cirílico. Dentro da União Europeia isso é um facto próprio: uma língua oficial cujas letras não são o alfabeto latino. Não muda os tratados. Muda a maneira como se podem ler as placas de Sófia ao lado das de Bucareste ou de Atenas. A Roménia escreve em letras latinas, a Grécia em grego, a Bulgária em cirílico. Três vizinhos, três escritas, uma cordilheira partilhada como epónimo com uma só história da península.
A 1 de janeiro de 2026 o euro passou a ter curso legal na Bulgária. O Banco Nacional da Bulgária pertence desde então ao Eurosistema. O lev, a moeda antiga, deixou de ter curso legal a 1 de fevereiro de 2026. As montanhas não notaram nada disto. As caixas de Sófia notaram. A Bulgária continua a ser o país da Stara Planina, do Danúbio e do mar Negro, e agora paga com a moeda que também vale noutros Estados da União. O nome da península esteve aqui primeiro. A moeda chegou depois.
A Bulgária é o país em que os Bálcãs continuam a ser uma cordilheira. O Danúbio e o mar Negro limitam-na, Sófia governa-a a partir do oeste, as letras cirílicas escrevem-na, e desde o início de 2026 o euro está na caixa. A península tirou o nome daqui. O Estado é mais pequeno do que o nome.