No Benim a Constituição e o governo não estão na mesma cidade. Porto-Novo é a capital. Cotonu é o porto e a sede da presidência. O próprio país é um corredor dessa costa para norte.
O Estado é estreito. A sul fica o golfo da Guiné, a oeste o Togo, a leste a Nigéria, a norte o Burquina Faso e o Níger. Em 112 622 quilómetros quadrados vivem 14 814 460 pessoas. Porto-Novo fica a leste, perto da fronteira nigeriana, na lagoa. Cotonu fica a oeste, na costa aberta, com o porto pelo qual respiram o país e parte do interior. A Constituição nomeia Porto-Novo. A vida quotidiana do Estado passa por Cotonu.
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Benim num relance
Capital
Porto-Novo
Área
112 622 km²
Habitantes
14,8 milhões
Língua(s) oficial(is)
Francês
Moeda
Franco CFA
Continente
África
Particularidade
Capital constitucional Porto-Novo, sede de governo Cotonu
Porto-Novo na Constituição, Cotonu no Estado
Porto-Novo não é uma ruína simbólica. É a capital constitucional, com história de sede colonial e comercial na lagoa. Cotonu é, ainda assim, o lugar onde trabalha a presidência e onde o porto liga o Estado ao mar. O que noutros sítios cabe na mesma cidade está aqui repartido ao longo de uma costa curta. Isso não é uma confusão do mapa. É a geografia política de um país com pouco espaço na costa e muita vizinhança.
Mais para o interior fica Abomei, o centro histórico do Daomé, o reino e depois o nome da colónia e do primeiro Estado independente. O nome atual, Benim, não devolveu essa capital a Abomei. Deixou de pé o desdobramento na costa. Se lês o Estado apenas através de Porto-Novo, falta o porto. Se o lês apenas através de Cotonu, falta a Constituição.
Um corredor do golfo para norte
O Benim está apertado na largura e aberto no comprimento. A partir da lagoa o país corre para norte por floresta e savana até aos Estados do Sahel. A Nigéria de um lado e o Togo do outro deixam pouca folga à costa. O norte tem mais ar, mas é interior e precisa do porto. Cotonu não é, portanto, apenas o porto do Benim. É uma saída para vizinhos que não têm mar próprio. O Estado estreito ganha com o facto de outros estarem ainda pior ligados à costa, isto é, não estarem ligados de forma alguma.
Esta forma explica por que Porto-Novo e Cotonu, ambas na costa, não são um desperdício. A lagoa e a enseada aberta estão perto e fazem trabalhos diferentes. Porto-Novo olha para a Nigéria. Cotonu olha para o mar e para a estrada do norte. O corredor romper-se-ia se o Estado servisse apenas a lagoa, ou apenas o mar aberto. A cidade dupla é a costa de um país que, de resto, tem sobretudo comprimento.
Porto-Novo está na Constituição. Cotonu está na vida quotidiana do Estado.
TerraTally · Mesa de países
Francês, o porto e a costa da memória
A língua oficial é o francês, a língua da colónia e da Constituição. A moeda é o franco CFA, emitido pelo banco central da África Ocidental para o Benim e outros Estados da região. O corredor fica assim ligado a uma moeda que chega para lá das suas fronteiras, e a um porto que faz o mesmo. O Estado não está confinado à costa estreita nem na língua nem no dinheiro, ainda que a geografia o sugira.
Ajudá, a oeste de Cotonu, foi um lugar do tráfico atlântico de escravos. Esta costa vendeu pessoas antes de se tornar um Estado portuário moderno. O vodum é uma religião vivida no sul e parte da cultura pública, não um cliché de viagem ao lado da Constituição. O corredor tem, portanto, mais uma camada junto da capital e do porto: uma memória que está na mesma costa, e que o Estado não pode empurrar para uma nota de rodapé, porque não há um interior em que ela se tornasse invisível.
O Benim é um corredor com uma capital para a Constituição e uma cidade para o mar. Se deixas de fora Porto-Novo, ou deixas de fora Cotonu, descreves outro Estado.