A Austrália está rodeada de mar, e a sua capital não. Camberra fica no interior, de propósito. As cidades que as pessoas nomeiam primeiro estão na costa. O governo recusou ser uma delas.
27 614 411 pessoas vivem em 7 692 024 quilómetros quadrados. A capital é Camberra, e fica no Território da Capital Australiana, um território da federação, não num dos estados. A secção 125 da constituição exige que a sede do governo esteja em Nova Gales do Sul, à distância de Sydney, em terra que pertence à federação. Sydney e Melbourne continuaram a ser os grandes portos. Nenhum se tornou a sede.
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A Austrália num relance
Capital
Camberra
Área
7 692 024 km²
População
27,6 milhões
Língua(s) oficial(is)
Inglês
Moeda
Dólar australiano
Continente
Oceania
Particularidade
Capital no interior
Uma capital sem cais
O compromisso estava entre as duas grandes cidades coloniais. Se Sydney se tivesse tornado a capital, o porto de Nova Gales do Sul teria possuído a federação. Se tivesse sido Melbourne, a Vitória tê-la-ia possuído. A constituição rompe essa escolha ao exigir uma sede nova no mesmo estado que Sydney e mesmo assim afastá-la de Sydney. Camberra é essa decisão em pedra e ruas. Não está no mar, porque o mar já estava adjudicado.
O Território da Capital Australiana não é um estado. É o chão que a federação reservou para que a capital pertencesse ao Commonwealth e não a um porto. O parlamento e o governo estão lá, longe dos cais. É o contrário de uma capital que cresceu como porto e deu nome ao Estado depois. Aqui escreveu-se primeiro a regra e escolheu-se o lugar depois. A cidade segue a constituição, não o contrário.
A Austrália deu o mar às suas cidades e afastou a capital do mar.
- TerraTally · Redação de países
As cidades estão na orla
As grandes cidades são cidades costeiras. Sydney e Melbourne no sudeste, Brisbane mais a norte, Adelaide no golfo meridional, Perth no oceano Índico, Hobart na Tasmânia, Darwin na costa norte. O mapa habitado é uma orla. O interior é país seco, pastagens e mineração, não uma segunda costa de cidades. Uluru, no Território do Norte, é uma massa de arenito nessa extensão, não um porto que alguém pudesse confundir com Camberra. O Murray drena o sudeste e continua a ser um rio da orla, não um eixo de que a capital tivesse de pendurar-se.
Governar a partir de Camberra é governar a orla a partir de um lugar que não está nela. As cidades portuárias continuam a ser as portas. Não se tornam a sede. Para um continente que é também um Estado, essa é uma lógica diferente de uma capital portuária que arrasta o interior atrás de si. Aqui o interior é a maior parte da área, e a capital fica, de propósito, longe de onde entra a maior parte dos navios.
Um continente sem vizinho terrestre
A lista de vizinhos do país está vazia. O Estado é a ilha principal, a Tasmânia e outras ilhas sob a mesma federação. Os estados são Nova Gales do Sul, Vitória, Queensland, Austrália Meridional, Austrália Ocidental e Tasmânia. Os territórios estão com eles, entre eles o território da capital e o Território do Norte. Nenhum destes nomes é um Estado vizinho do outro lado de uma fronteira terrestre. A fronteira da Austrália é a costa, e a capital decidiu não estar nela.
O inglês é a língua do parlamento e do governo. A constituição não dedica um artigo a uma língua oficial, como fazem muitas constituições mais recentes. O dólar australiano é o dinheiro, a cargo do Reserve Bank. Um Estado continental, uma população na orla, uma capital no interior: não são três curiosidades. São uma decisão sobre quem possui a federação. Não o porto que fazia mais ruído, mas um lugar que a federação desimpediu para esse fim.
A Austrália é fácil de desenhar como uma ilha e fácil de entender mal como um porto. O porto é onde estão as cidades. A capital é onde a federação recusou escolher uma delas.