Buenos Aires fica onde o Río de la Plata se abre para o Atlântico. A Argentina não fica lá com ela. O país segue para sul até o mapa estreitar e o continente acabar.
45 851 378 pessoas vivem em 2 780 400 quilómetros quadrados. A capital é a cidade de Buenos Aires, não a província do mesmo nome. A província tem a sua própria capital em La Plata. A federação fica no estuário. A província fica ao lado, um pouco para o interior. Esse nome duplicado já mostra que o porto não é o país inteiro. Os vizinhos são a Bolívia, o Paraguai, o Brasil, o Uruguai e, ao longo dos Andes, o Chile.
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A Argentina num relance
Capital
Buenos Aires
Área
2 780 400 km²
População
45,9 milhões
Língua(s) oficial(is)
Espanhol
Moeda
Peso argentino
Continente
América
Particularidade
Capital no estuário
Um porto num estuário partilhado
O Río de la Plata é um estuário, alimentado pelo Paraná e pelo Uruguai. A capital olha para uma água que já não é um rio que uma rua pudesse cruzar com uma ponte, e ainda não é o oceano aberto. Montevideu fica na outra margem, no Uruguai. O centro político da Argentina é, portanto, um porto numa foz que o país partilha com o vizinho. Se desenhas a cidade só como costa, escapa-te que a margem em frente pertence a outro Estado.
La Plata não é a capital federal, e Buenos Aires não é a capital provincial. Duas cidades, dois gabinetes, um nome que quem vem de fora usa para as duas. A constituição dá à cidade de Buenos Aires um sistema de governo próprio. A província continua ao lado, com La Plata como sede. O atlas é mais preciso do que o hábito. Se pões um só ponto no estuário, empilhas federação e província, embora governem uma ao lado da outra.
A sul do porto o país alonga-se
Para o interior fica a pampa húmida, depois um país mais seco, depois a Patagónia, depois a Terra do Fogo, com Ushuaia muito a sul. A oeste erguem-se os Andes, com o Chile do outro lado da cordilheira. O Aconcágua fica do lado argentino, perto da fronteira com o Chile. O norte é outro país dentro do mesmo Estado: o Chaco, os rios da Mesopotâmia entre o Paraná e o Uruguai, subtropical, não patagónico. A capital governa as duas coisas a partir do lado largo do estuário, não de um ponto médio.
A forma é uma cunha longa. A distância para sul é o facto ordinário do Estado, não uma expedição à orla. Um governo em Buenos Aires mede o país em dias e em zonas climáticas, não num só circuito urbano. A Patagónia explica porque o porto não é a casa. Os Andes explicam porque a fronteira ocidental não é uma linha qualquer numa planície, mas uma cordilheira com um vizinho atrás.
A capital é um porto. O país é a estrada para sul a partir desse porto.
- TerraTally · Redação de países
O espanhol, o peso e um mapa para além da margem
O espanhol é a língua da federação. No nordeste, na fronteira com o Paraguai, o guarani é uma língua falada e, na província de Corrientes, está reconhecido na lei provincial. O par da lista linguística do país não é, portanto, um capricho da capital. Pertence à orla onde a Argentina deixa de ser só um Estado de língua espanhola da pampa. O peso é o dinheiro desta cunha inteira, da baía à Terra do Fogo. Uma moeda para várias zonas climáticas já é uma pista do comprimento.
Na sua primeira disposição transitória, a constituição regista uma reivindicação sobre as Malvinas, a Geórgia do Sul e as Sandwich do Sul. As ilhas são administradas pelo Reino Unido. Este perfil não julga a reivindicação. Regista que o mapa jurídico próprio do Estado não acaba na margem continental, e que a administração é a de outro Estado. A cunha para sul tem, portanto, também uma continuação marítima no texto, não só a Patagónia no continente.
A Argentina é uma capital no estuário, ligada a um país longo. Buenos Aires explica a porta. A Patagónia e os Andes explicam porque a porta não é a casa.