A Albânia toca o Adriático e, mais a sul, o Jónico. A capital não. Tirana fica no interior, e o mar continua a ser o lado aberto de um Estado que tem vizinhos em todos os outros lados.
2 349 580 pessoas vivem em 28 748 quilómetros quadrados. É um país pequeno com uma orla ocidental clara. A norte ficam o lago de Shkodër e a cordilheira chamada Alpes Albaneses. Depois a terra desce até à costa. Durrës recebe os navios. Vlorë abre-se para o Adriático, Saranda olha para o Jónico. O governo não está em nenhuma destas cidades portuárias.
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A Albânia num relance
Capital
Tirana
Área
28 748 km²
População
2,3 milhões
Língua(s) oficial(is)
Albanês
Moeda
Lek
Continente
Europa
Particularidade
Capital afastada da costa
A costa é o oeste, e Tirana não
Tirana fica numa bacia, afastada da margem. Para chegares à água a partir da capital, primeiro conduzes. Não é um capricho do urbanismo. É a posição do Estado: as decisões sobre portos, a fronteira e o orçamento tomam-se numa cidade que não tem o mar do outro lado da janela. Durrës é o porto. Tirana é a sede. Se contas o país só como costa de banho, deslocas o governo para um lugar onde ele não está.
Os outros lados são terra. Montenegro a norte, Kosovo e Macedónia do Norte a leste, Grécia a sul. Neste mapa o Kosovo é um vizinho, não uma província da Albânia. A orla ocidental continua a ser a única que não encontra outra jurisdição, mas água. Por isso o mar não é decoração. É o lado onde o Estado acaba sem que uma barreira feche a frase.
O lado aberto da Albânia é água. A capital fica no interior mesmo assim.
- TerraTally · Redação de países
Uma língua que não se detém na fronteira
O albanês é a língua oficial, e um ramo próprio da família indo-europeia, não um dialeto de um vizinho. A norte fala-se guegue, a sul tosco. A norma escrita apoia-se na variedade meridional. O país é pequeno o suficiente para as duas variedades ficarem a um dia de viagem, e diferente o suficiente para a escola precisar de uma forma partilhada. Tirana ouve essa forma partilhada. A costa e as montanhas continuam a ouvir também a outra.
A mesma língua fala-se no Kosovo e em partes da Macedónia do Norte e do Montenegro. A fronteira do Estado não é, portanto, a fronteira da língua. É um facto do mapa, não uma reivindicação sobre o território dos vizinhos. A Albânia continua a ser o Estado com Tirana como capital, o lek como dinheiro e a costa a oeste. As pessoas do outro lado da linha falam uma língua aparentada sem que os seus lugares se tornem distritos albaneses. Um atlas que mistura as duas coisas desenha mal uma nação maior e um país menor, uma dentro do outro.
O lek ao lado do euro dos vizinhos
A moeda é o lek, emitido pelo Banco da Albânia em Tirana. A Grécia paga em euros porque pertence à zona euro. O Montenegro e o Kosovo também usam o euro sem pertencer a essa zona. A Macedónia do Norte tem o denar. A Albânia não adotou nenhuma destas moedas. Um país pequeno do Adriático, com a costa aberta, conservou a sua própria moeda. As notas não levam a marca dos vizinhos.
Isso encaixa na posição da capital. Tirana não é o porto, e Tirana não é a casa da moeda de outro Estado. A costa olha para oeste, através do Adriático, em direção a Itália. A Itália continua a ser a outra margem. O Estado continua do seu lado da água, com a sua língua, o seu dinheiro e um governo na bacia. Se descreves a Albânia só como uma praia à frente de uma montanha, viste o lado aberto e perdeste a sede.
A Albânia é fácil de confundir com a sua costa. O Estado é o interior de Tirana mais a margem, e uma língua que não acaba na barreira.